TUDO QUE VOCÊ NUNCA QUIS SABER SOBRE OS SKINHEADS, POIS SEMPRE ACHOU QUE ERAM TODOS NAZISTAS!

Seja bem-vindo(a) à página dos SKINHEADS CEARÁ, um coletivo que agrupa principalmente skinheads, sejam eles anarquistas, comunistas, ou sem nenhuma ideologia definida, mas também outras culturas irmãs (como os mods, rude boys e punks). Possuímos em comum a paixão pelo oi!, ska e reggae; o prazer por uma cerveja gelada e um bom futebol; o sentimento classista e a revolta diante de toda e qualquer forma de discriminação e exploração. Leia mais...

27 de nov de 2013

Liberdade para Carlos Rivas!

Segunda-feira, 25 de novembro, foi detido nosso camarada Carlos Rivas, vocalista da banda madrileña Núcleo Terco, pela Policia Nacional, acusando-o falsamente de distintos delitos. Atualmente se encontra em Moratalaz (Madrid) a disposição do poder judicial. Foi convocada uma manifestação para esta quarta-feira, 27/11, as 13:00 na Plaza de Castilla por sua liberdade.
Desde Fortaleza, Ceará-Brasil, segue nossa solidariedade e moções por sua liberdade(///)

PUNKS VENHAM LUTAR!

O título deste artigo começa por revelar num som dos Ratos de porão (periferia 82, um ótimo material clássico do punk Brasil 80)um certo anseio do meio punk, de forma mais coerente ou não, mais confusa ou não ,mais sistematizada ou não, de inserir os jovens do proletariado numa luta.

[Breve reflexão sobre o meio "anarco"punk no Brasil]

O título deste artigo começa por revelar num som dos Ratos de porão (periferia 82, um ótimo material clássico do punk Brasil 80)um certo anseio do meio punk, de forma mais coerente ou não, mais confusa ou não ,mais sistematizada ou não, de inserir os jovens do proletariado numa luta. Essa intencionalidade, no entanto, deu margem a uma grande confusão quanto a natureza, a característica, desta luta.

É conhecida a existência de uma organização ganguista na juventude urbana, se leve em conta aqui em particular a de São Paulo, e de como após a metade da década de oitenta o chamado ?movimento? punk entra em declínio com as guerras de gangs. Coloco este fato aqui para refletir sobre o tipo de orientação que esta luta mencionada acima tomava: uma luta fracionista, quer dizer, que divide, fraciona, setores da mesma classe. Seria toda essa juventude oriunda da mesma condição a de serem despossuídos de meios de produção e por isso sujeitos a exploração... Esta batalha dentro do meio proletário ganhou visibilidade crítica com a letra ?Guerreiros suburbanos? da banda Kaos 64:

Não, não, não é fácil não
sobreviver nesse mundo
de corrupção
com tanto gente nadando em grana
sugada da classe suburbana


CLASSE SUBURBANA

Enquanto isso a classe suburbana
se destrói nas ruas
e ainda vão em cana.
Explorados, desorientados,
vão se acabando se transformando
em guerreiros suburbanos
GUERREIROS SUBURBANOS?


A letra é interessante justamente por identificar uma realidade onde uma classe, a "classe suburbana" que combina um corte de classe com uma identidade comunitária dos bairros operários, é explorada por ricos e onde a juventude ?perdida e desorientada? se perde em lutas internas. Assim se observa a configuração de um guerreiro suburbano, seu destino é a guerra com seu próprio igual, aquele que na prática está na mesma condição de despossuído, e seu fim é ir "se acabando". Desta forma, a música é uma narrativa real do que aconteceu e acontece no meio urbano: aqueles que poderia ser "lutadores classistas" se tornam "guerreiros suburbanos" onde a guerra é um objetivo em si mesma, mesmo que seja travada contra o seus próprios iguais.

Constatada o que chamei aqui de "luta fracionista", levando em conta uma interpretação possível desta letra, pode ser dito que o chamado "movimento anarco punk" surgido em fins da década de oitenta no Brasil tentava apontar para uma associação distinta e um outro tipo de luta, esta ligada à classe trabalhadora. Pode ser observada uma busca a ?valores libertários? que tentavam estabelecer certa crítica, necessária em vários termos, a preconceitos como o sexismo, homofobia etc. A questão fracionista reaparece se levarmos em conta produções que se destacaram neste nicho punk, como Execradores no já clássico disco ?Cenas anarco punks vol.1, e no velho petardo em k7 denominado "Ideologicamente perigosos", organizado pelo Coletivo altruísta, na música
Por que morrer?:

Gangues por todos os lados Pela ordem do Estado Jovens contra jovens e não contra
Regionalistas idiotas O Estado a sorrir /seus irmãos?
O anarquismo deturpado Por que morrer? Brigas no movimento
Só vejo gente morta Por que morrer? 2X Não sabemos como agir
O sistema é culpado Lute e sobreviva Liberte-se destas gangues
Com isto ele só ganha Lute e sobreviva Parte para a ação
Usa jovens como soldados Sua luta é contra o Estado



O tema da violência divisionista aparece novamente acompanhado de uma uma direção classista: o verdadeiro inimigo seria o Estado. Esta letra tem um conteúdo de classe por perceber o monopólio da violência no exército e o papel que cumpre a luta fracionista na classe trabalhadora: a divide para impedir o verdadeiro combate contra o Estado, este a serviço da classe dominante. Assim, o irmãos tem outra tarefa que não a de se atacar digladiar em gangues, esta letra tem um recado emancipatório que mesmo que precário, como toda boa e simples música punk, consegue deixar claro seu objetivo.

Ao que parece até aqui o "Anarco-punk" dá um novo conteúdo ao punk no Brasil por enfatizar esta politização, o que não significa que esta não existisse na produções punks anteriores conscientemente ou não ( podemos dar aqui centenas de músicas do punk Brasil 80' com um conteúdo claramente político e classista). Mas, o novo aqui colocado é uma direção classista que estabelece crítica a elementos internos ao próprio meio punk como o ganguismo já mencionado, machismo homofobia etc. Como já dizia a banda Execradores em sua música "Igualdade": "Homens e mulheres, seremos todos iguais".

A influência classista não termina por aí possuindo também com letras de clara exaltação da figura do operário, do trabalhador, como gerador de toda a riqueza do mundo. Uma clara tentativa de refazer a identidade e a auto-estima dos setores explorados:

Grande, bravo e destemido Trabalha sempre trabalha Vamos levantar nossas cabeças
Tens força e fervor Não existe recompensa Fazer valer o nosso esforço
Pilar de toda a comunidade Só míseros trocados Expulsar totalmente os patrões
Quem reconhece seu valor? Oh! maldita, maldita diferença. E tomar conta do que é nosso.


[Incentivo aos operários, retirado também do K7 split "ideologicamente perigosos"]


Essa identificação imediata com o proletariado, mesmo que não seja expressa nestes termos, chegava a ter lampejos revolucionários de ruptura com o sistema burguês, ou a "pirâmide" como usa a banda Metropolixo em sua letra genial chamada "Nova Organização" :

(...) o rico acima, só parasita (...)Pela nova organização
o pobre abaixo, sustenta o rico Destrua a pirâmide
obedece os caprichos da burguesia pelo bem comum
sendo esmagado a cada dia Lute pela transformação
Aja, não seja
não seja mais um


No entanto, todo este nicho cultural "anarco-punk" que teve na gênese de sua difusão nacional a constituição dos conhecidos MAPs (núcleos locais ou regionais do "Movimento anarco punk") sofreu um claro declínio após a metade da década de noventa e hoje se apresenta em seu limite terminal no que se refere a produção de caráter classista. Teria este nicho involuido ou retrocedido de consciência? Ou simplesmente caído na sina anterior do divisionismo interno das culturas proletárias urbanas?
É necessário dizer que apesar de intencionalidade transformadora do meio "anarco-punk" este constituiu ao longo de seu declínio uma capa muito conveniente para encobrir os vícios autoritaristas de ontem sob um novo conteúdo. Ao que tudo indica ele teria se tornado um meio tão autoritário ou até mais do que aquele que se criticava na sua produção. Como se teria chegado a isso? Por quê? Perguntas que devem ser respondidas.
Haveria já na gênese do "anarco-punk" um grande equívoco em termos da proposta em si. A perspectiva de agremiação de jovens em torno de um corte cultural punk e de um outro, político, anarquista não foi ou é muito eficiente para mudança social efetiva, uma temática recorrente em letras e produções culturais como já foi visto.
Outro claro elemento é de que apesar do esforço legítimo de muitos dos primeiros "anarco-punks" e socializar bibliotecas e grupos de estudo o debate do anarquismo se perdeu por completo como eixo de atuação política em vista de um mitificante e, assim eu diria, paralisante culturalismo. O foco da luta de classes foi absurdamente perdido em virtude de diversas rodeios, ilusões e doenças da pós-modernidade: "não existem mais classes", "anti-trabalho", "primitivismo", "respiratorianismo" etc são alguns exemplos destas balelas que na verdade são sintomas da ideologia burguesa num mundo ocidental que se depara com sua finitude após o fracasso racionalista e iluminista do pós-guerra e do dito "socialismo real".
Vale colocar aqui que quando falo de um "culturalismo" paralisante me refiro a uma tendência unilateral de analisar a realidade por um prisma cultural, deixando de lado a realidade econômica e outras importantes esferas. Ao que tudo indica esse é um dos elementos da pós-modernidade, tendência refletida também no mundo intelectual em sintonia com o Banco Mundial e FMI1 para a educação dos países capitalistas dependentes onde a origem de seus problemas sociais não está na exploração imperialista imanente ao capitalismo, mas sim nas raízes culturais das opressões: como indígenas, negros, mulheres, homossexuais etc. Como se a classe não abrangesse estas esferas e a classe não possuísse uma etnia, gênero e orientação sexual. De todo modo, este deslocamento puramente economicista e equivocado na perspectiva de classe tem como efeito acobertar a real exploração dos trabalhadores e do aparelho ideológico que tenta pulverizar não só a identidade de classe como também os trabalhadores os dividindo, seriam eles agora ?indivíduos? buscando festivamente por sua liberdade.
Feito este esclarecimento fica patente um ideologia burguesa que aprisiona as mentes dos trabalhadores, e dos punks também por conseguinte... Agora que fique claro o meio punk é essencialmente cultural, uma cultura proletária. Porém, é por isso mesmo que não pode surgir daí um paradigma transformador para a sociedade, ou uma orientação revolucionária: este é resultante dos esforço do conjunto da classe trabalhadora em suas lutas concretas e a associação ao trabalho ideológico de um partido revolucionário, e não somente dos punks- um setor de jovens do proletariado que gosta de sons ,estéticas, rolés, textos, arte etc.
É justamente por esta concepção de punk colocada aqui que retomo a reflexão sobre o dito "meio anarcopunk". Cabe perceber que os antigos lampejos classistas, e a aproximação revolucionária em alguns pontos, não poderia sobreviver na redoma purista em que este meio cultural se colocou. Ao se criar uma "teologia punk" o "meio anarco punk" parece ter cristalizado um mito fundador e falsificando sua história de tal forma que tornou impossível debater criticamente o que seria esta cultura punk ou de onde haveria surgido. O texto "30 anos de omissões e mentiras sobre o punk" é sintomático deste exemplo. Ele teria surgido por conta de um evento denominado "30 anos de punk" que reduzia a um eventismo artístico filmográfico, logicamente o espaço do evento patrocinado pelo governo Lula e pelo Banco do do Brasil não poderia comportar uma crítica social mais ampla do que unicamente esta da exibição filmográfica como foi visto no debate.
O mais curioso é que o texto é envolto justamente na intencionalidade de desmistificar e mesmo assim consegue erigir um novo mito:

Esporadicamente, verificamos os mais variados grupos e indivíduos articulando eventos referentes a supostos aniversários do movimento punk(...) gerando um "confusionismo" e criando um mito fundador.(...)O papel dos Pistol$, de todo modo, tem sido
mistificado durante anos, baseado numa inversão de valores e numa falsificação histórica.(...)Contudo, paralelamente à comercialização e a falta de maturidade política dos "punks do mainstream de 77", desenvolveu-se uma cena punk que não esteve na grande mídia (e nunca fez questão de estar) e talvez por isso tenha ficado tão conhecida. As remotas origens do "PEACE PUNK" remetem mo final dos anos 60, quando Penny Rimbaude Geee Sus, na época envolvidos com o movimento hippie, mudaram-se para uma fazenda na cidade de Essex, no interior da Inglaterra, fundando uma casa aberta/comunidade chamada "Dial House". Desde então o espaço torna-se um centro anarco-pacifista e atividades culturais, artísticas e políticas. Anos mais tarde, em setenta e sete, unem-se com outros indivíduos com as mesmas necessidades de mudança formando o CRASS, mais que uma banda, uma comunidade pronta para subverter a ordem.

Esta perspectiva pode ser colocada em contraste tendo em vista o aspecto unilateral e purista do qual esta "história" da gênese do punk parte. Podo em contraste com o próprio romance o "O último dos hippies" revela-se um equívoco na elaboração do texto quanto a motivação da cultura punk nos membros da futura banda crass:
Esperávamos que através de uma demonstração prática de paz e amor, poderíamos pintar o mundo cinzento em cores novas; é estranho que ele tenha levado um homem chamado Hope [Esperança], o único hippy ?verdadeiro? com quem nós diretamente nos envolvemos criativamente, para mostrar para a gente que aquela particular forma de esperança era um sonho. (...)

Um ano depois da morte de Wally, os Pistols lançaram "Anarquia no Reino Unido", talvez eles na verdade não estivessem falando sério, mas para nós era um grito de guerra. Quando Rotten proclamou que não havia "nenhum futuro", nós vimos isto como um desafio à nossa criatividade, sabíamos que havia um futuro se estivéssemos preparados para batalhar para tanto.
É o nosso mundo, é nosso e foi roubado de nós. Nós partimos atrás para pedi-lo de volta, somente por volta desta época eles não nos chamaram de "hippies", eles nos chamaram de "punks".
[O último dos hippies: um romance histérico, Penny Rimbaud, Londres, Jan/Mar., 1982.]
Tomando esta expressão de um membros fundadores da banda, que inclusive citado no texto "anarco" punk acima, nota-se o equívoco ao atribuir como gênese a experiência de Rimbaud e outros que viriam a formar a banda Crass como algo que seria "punk" desde fins da década de 60. O Trecho é claro e mostra inclusive que a banda Sex Pistols influenciou de certo modo, mesmo que a contra ponto, a existência do grupo Crass revelando assim a verdadeira falsificação histórica que o texto "anarco"punk vem a mascarar.
O que se observa é um conversão cultural do hippismo de 60 para o punk da década de 70: fenômeno que não é instantâneo nem previamente "punk" em si, na história os fenômenos são dinâmicos e nunca inatos. Este grupo ou membros não inventaram o fenômeno cultural "punk". Foram mais um dos agentes que se encontraram na sua gênese. Acreditar que o punk teria surgido da cabeça de pessoas puras e bem intencionadas seria o mais puro idealismo anti-histórico.
Apesar do texto ter o mérito de resgatar este elemento pouco conhecido, como ele mesmo afirma, ele se cala diante de algumas contradições e cristaliza o mito fundador. Assim o meio "anarco"punk teria um origem pura isenta de contradições na figura de punks que se separam do mundo real e repleto de contradições, buscando a solução se escondendo na sua fazenda comunitária. Esta descrição tem um elemento essencialmente reformista e escapista por não se deparar com a realidade dada nos termos de vida de um proletário comum, que tem que se deparar com o transporte urbano ,com o trabalho fabril, os sindicatos e em fim a vida numa sociedade de massas. Para os que desconhecem apesar de se afirmar "anarquista" a banda crass possui uma música que secundariza a questão da classe, relegando à questão central a moral individual:
Punk's the people's music and I don't care where they're from
black or white, punk or skin, there ain't no right or wrong
we're all just human beings, some of us rotten, some of us good
you can stuff your false divisions cos together I know we could
beat the system, beat it's rule
ain't got no class, I ain't a fool
beat the system, beat it's law
ain't got religion cos I know there's more
beat the system, beat its game
ain't got no colour we're all the same
people, people, not colour, class, or creed
don't destroy the people, destroy their power and their greed.

O que nos leva ao próximo ponto que rende muitas polêmicas na atualidade que é o da cultural OI!, ou música OI! ,muito perseguida e difamada. Ao cristalizar como referência o vivencialismo purista do grupo Crass o meio "anarco"punk parece ter definido este como um mito mágico de origem que se mostra quase teologal pela assimilação acrítica e dogmática dos seus membros. A implicação é justamente a aniquilação da diferença, do debate democrático e perseguição de toda interpretação de outros nichos culturais que se reivindicam punks e se vinculam a eles. No caso me refiro ao OI! que tem demonstrado crescer no Brasil por seus apreciadores.
Se for possível incluir uma tentativa de visualizar a gênese da cultura PUNK destacaria a conversão do hippismo de 60 com Crass, o meio "mainstream" musical que de fato queria ser assimilado pelo mercado fonográfico, tal como a conhecida banda Ramones, e também incluiria o OI!. Acredito que este último traduz melhor a essência proletária da cultura punk que fez valer o termo "street punk" para os seus membros por seu caráter rueiro e contava também com a interação de jovens Skinheads, que para além de toda a confusão nada teriam de fascistas de maneira inata.2
Esta constatação reafirma o que já foi dito mais acima sobre um retrocesso de consciência classista no meio "anarco"punk do Brasil e o texto no qual afirma que "a cultura skinhead não é compatível com o anarquismo" é também sintomático. Em meio as diversas intervenções desqualificadas e manipulativas destaca-se o ponto 4 onde afirma esta incompatibilidade por:

4- Exaltação do proletariado enquanto classe permanente:

A perspectiva skinhead do trabalho é a da aceitação da alienação. O "orgulho" de ser proletário é visto como um fim em si mesmo ,e não contém uma propostas de abolição de classes, se não mantê-las.
O anarquismo é uma ideologia que nasceu nas classes desfavorecidas
e por elas sempre viverá, até que deixe de existir. Essa é a diferença entre o anarquismo e o skinhead: enquanto um propõe a abolição das classes, o outro exalta uma classe específica (o proletariado) sem perspectiva de destruí-la.
Todo o skinhead é fundamentado na questão do proletariado, e essa obsessão inclui também os vícios e questões culturais nocivas (...)

[texto da Orgap sobre a incompatibilidade da cultura skinhead com o anarquismo]

É evidente que na verdade o "meio anarcopunk" não possui a mínima clareza quanto ao anarquismo e nem mesmo a mínima formação política. Achar que jovens proletários comuns vão ter por si mesmos anseios de abolir as classes é puro idealismo barato, assim como condená-los por suas práticas sociais ?viciosas? como foi dito. É tudo uma questão de metodologia materialista: os jovens skinheads da época tinham tais práticas por que queriam e eram "maus" ou tudo isso é um efeito estrutural de uma realidade maior do que eles mesmo, que os aliena e explora? A diferença entre a segunda e a primeira é o que distingue uma análise puramente moral da realidade de outra materialista.
Fica claro que a "Orgap" não entende também o papel social do proletariado no projeto socialista (isso porque no momento nem estou considerando os setores do meio anarco punk que se dizem "anti-trabalho" ou primitivistas) . Esta classe surge historicamente como revolucionária da fratura de uma frente unida contra os resquícios do antigo regime no século XIX onde a burguesia trai o proletariado querendo realizar revoluções unicamente políticas. Tendo claro a escravidão econômica resultante o proletariado começa a exercer uma prática política a parte ,separada, da burguesia para se emancipar esta é a gênese do socialismo revolucionário que tem no proletariado o agente emancipador universal. Não é errôneo daí se exaltar o proletariado e o aspecto de auto-estima constituído na cultura skinhead. Eles não são incompatíveis, pelo contrário são benéficos.
A este ponto vale lembrar : e quanto a letra "Incentivo aos operários" da banda Execradores que possui uma clara exaltação do proletariado? Essa mudança de discurso revela também um mudança, no caso um retrocesso, que tem origem na prática e também de consciência. O abandono da classe trabalhadora como referência e apagamento final dos antigos lampejos revolucionários revelam estas constatações. Um exemplo para tomar a própria banda Execradores é o título de um dos materiais posteriores: "Revolucionar o cotidiano. Cotidianizar a revolução!". Quer dizer, a revolução passa a dar margem a uma compreensão confusa onde a revolução social é desnecessária pois já está sendo feita "cotidianamente" nas práticas individuais de cada um. Este é um sintoma que mostra a desvinculação completa com o anarquismo por ser claramente individualista e escapista: a revolução é a guerra e um fenômeno de massas.
Por tudo que foi levantado se conclui que o dito meio "anarco"punk primeiramente nada tem a ver com a ideologia e teoria revolucionária anarquista muito provavelmente um fruto amargo do culturalismo equivocado do hippismo e do maio de 68 que operaram um completo revisionismo, não sendo o único, do anarquismo que teve em sua sistematização mais orgânica no bakuninismo. Em segundo lugar, se observa um retrocesso de consciência classista e uma proposta confusa que estabelece cortes rígidos para sua efetivação, um cultural e outro ideológico "anarquista", o que impede ,apesar da ilusão de alguns, que esta seja um força revolucionária que tenha qualquer interferência concreta positiva na luta de classes. Em terceiro lugar, estabelece um mito fundador purista e isento de contradições no vivencialismo hippista do grupo Crass materializando um "Teologia punk" que inviabiliza a compreensão crítica de sua histórica e o debate democrático perceptível em posturas sectárias. Este sectarismo não para aí e pode ser acompanhado nas diversas denúncias de perseguição chegando até mesmo a agressão física protagonizada por "anarco"punks contra apreciadores do OI! no Brasil.
Assim o "anarco"punk demonstra ser um retrocesso e um atraso para a consciência dos trabalhadores tendo definitivamente abraçado o ganguismo. Seu destino nestes termos e uma possível extinção na medida que não atende mais aos que procuram um espaço que tenha identificação de classe. Mas nunca se sabe, as gangues vem e vão e seu fim é a morte física de seus integrantes.
Reafirmo aqui o objetivo o texto colocado no seu título que dizer os/as camaradas punks proletários: PUNKS VENHAM LUTAR!, abandonem a luta fracionista das gangues e abracem a luta emancipadora da nossa classe. Façamos de nosso meio um lugar de entendimento entre iguais, debate democrático, politização e diversão. O que conta é nossa condição como proletários no fim das contas o resto é uma questão de afinidade cultural.

Texto: Punk Navalha (Zine Navalhas na Noite)

21 de nov de 2013

Chamado à 1ª Marcha da Periferia de Fortaleza!

Oi! Camaradas,
Nos somamos ao chamado à 1ª Marcha da Periferia de Fortaleza-CE, próxima sexta, 22/11/13, as 15 horas na Praça do Ferreira com ato e apresentações culturais, em referência ao 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, em memória de Zumbi dos Palmares- líder histórico da luta do povo negro no Brasil.
A Marcha da Periferia ocorre em várias cidades e começou em São Luiz do Maranhão-MA, chamada pela Movimento Hip-Hop Quilombo Urbano e enraizou-se em várias outras cidades via Quilombo Brasil. Em Fortaleza o chamado está sendo feito por várias organizações do Movimento Negro, popular, cultural como Pró-Movimento Hip-Hop Nós por Nós, Secretaria de Negros e Negras PSTU, Quilombo Raça & Classe-CSP Conlutas, Caravana da Periferia, enfim.
Entendemos que somos parte desta luta contra o extermínio da juventude pobre, sobretudo negra, pois as estatísticas comprovam que a maioria dos assassinatos ocorrem em nossas periferias e que a maioria absoluta dos que matam e morrem são jovens, negros em sua maioria, também que o Brasil tem a 3ª maior população carcerária do mundo e mais uma vez os negros são a esmagadora maioria. Será que isto quer dizer que os negros são "ruins" ou existe uma política "clara" de marginalização, criminalização e extermínio dos negros no Brasil?
Convocamos todos para a 1ª Marcha da Periferia!
VIVA ZUMBI DOS PALMARES! VIVA A CONSCIÊNCIA NEGRA!
RACISMO SE COMBATE COM E CLASSE!

"Do negro escravo correu sangue meu, meu ancestral sofreu, e o seu?"(G.O.G)

Lançamento da Biografia de Karl Marx!

Oi! Camaradas,
Momento de formação política!

Inédita no Brasil, a biografia "Karl Marx - a História de sua vida", será lançada sábado, 23 de novembro, em Fortaleza. Obra do revolucionário alemão Franz Mehring, o livro é um dos principais lançamentos da Editora José Luis e Rosa Sundermamn, que em 2013 completa 10 anos de fundação.

Na ocasião de seu lançamento, haverá palestra com Valério Arcary, historiador marxista, ex-líder estudantil durante a Revolução Portuguesa e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo. A atividade é de organização do Instituto Lationoamericano de Estudos Socioeconômicos (ILAESE).

O que: Lançamento da biografia "Karl Marx - a História de sua vida".
Quando: Sábado, 23 de novembro, de 2013.
Horário: 9h
Local: Auditório da Faculdade de Educação da UFC. Cento de Humanidades. Benfica. Fortaleza - CE.

5 de nov de 2013

02 de Novembro de 2013: Em memória de nossos camaradas!


Oi! mates*,
No último dia 02 de novembro, "Dia de Finados" no Brasil, fizemos uma singela homenagem aos nossos camaradas antifascistas que tombaram pelas mãos de neonazis em distintas partes do mundo, mas principalmente na Europa e também aqui no Brasil. Longe de estarem mortos, estes camaradas continuam vivos em nossos corações e mentes e como motivação para continuarmos na luta!
NEM PERDÃO! NEM ESQUECIMENTO! ANTIFASCISMO SEMPRE(///)

*Mates-colegas, camaradas.

Homenagem a Ivan Kostolom!

Oi! Droogs*,
Finalizou-se o projeto, que se iniciou em março de 2013, do documentário sobre o companheiro militante do RASH, Ivan “Vanya" Kostolom** Khutorskoy, que foi assassinado em 2009 pelas mãos de neonazis. Este trabalho foi tratado com a maior precisão, honestidade e com a intenção de dar a conhecer completamente a trágica história deste homem, uma pessoa importante para a cena antifascista, punk e hardcore em Moscou, Rússia . O filme inclui muitos materiais do arquivo pessoal proporcionadas pelos pais e amigos de Vanya***, assim como também entrevistas com pessoas que conheceram-no em diferentes momentos de Ivan.
A apresentação do filme aconteceu dia 26 de outubro em Moscou. Toda arrecadação da exibição e um festival beneficente será doado a família de Vanya. A partir de 28 de outubro, pode-se baixar o documentário gratuitamente na rede e estará publicado na web com a intenção de poder tê-lo com legendas em español.
Traduzido e adaptado a partir de texto dos cmdas. da Seção Patagônia do R.A.S.H.
http://patagoniaskinhead.blogspot.com.br/

Trailer:


Legendas:
*Droogs- camaradas, a partir do dicionário nadsat do autor George Burgess, para quem leu seu livro Laranja Mecânica(Clockwork Orange) ou assistiu a adaptação da obra, de Stanley Kubrick.
**"Kostolom"- "Quebra-ossos, costelas".
***Vanya- forma carinhosa como os russos tratam alguém intimamente, algo como no diminutivo, como se se referissem ao estágio de criança. Por exemplo: Ivan, para nós seria "Ivanzinho", para os russos é "Vanya". Lenin, que se chama Vladímir Ilitch Ulianov, era chamado carinhosamente de Volódia, ou seja, um diminuto de Vladímir.

Agradecimentos Outubro Oi! 2013.

Oi! Fellas*,
Gostaríamos de agradecer a todos os presentes no Outubro Oi! 2013! Mais ainda aqueles que contribuíram para realização da gig, as bandas Modos Rudes de Fortaleza-CE, Working Class Kids de Eusébio-CE, Subversivos de Recife-PE, Schindlers de Contagem-MG e ao grande Mao de SP. Também a todos os camaradas divulgaram, apoiaram, contribuindo para que o Outubro Oi! siga sendo uma referência de evento Oi! antifa em todo país. Gostaríamos de dividir toda nossa animosidade com todas as cenas, grupos, coletivos... Continuem camaradas, construam gigs, difundam a música Oi!, assim seremos mais e mais fortes!
Até o próximo!
(*Fellas- corruptela de fellows, companheiros ou camaradas em inglês, frequentemente usado entre skins.)

9 de out de 2013

SKINHEADS CEARÁ (RASH & SHARP) ALERTAM: “POR QUE NÃO CONFIAMOS NO COLETIVO COMANDO ANTIFASCISTA!”

Nesses 10 anos de Skinheads Ceará (SHCE), sempre tivemos a preocupação de não aceitar qualquer um em nosso grupo. Sempre nos preocupamos muito mais com a QUALIDADE do que com a QUANTIDADE de nossos integrantes. Por isso, sempre tivemos um rigoroso processo de ingresso de novos membros, de modo a permitir que novos e honestos contatos se aproximassem e ingressassem em nossas fileiras, ao mesmo tempo em que modistas, fascistas enrustidos ou gangueiros despolitizados fossem impedidos de ingressar em nosso grupo e sujar o nosso nome enquanto movimento sério e organizado. Contudo, nesse ano que marca o 10º aniversário de fundação do movimento skinhead antifascista de Fortaleza, somos obrigados a fazer esta carta para alertar a comunidade antifascista internacional e denunciar os métodos infelizes adotados por um grupo que se auto-intitula Coletivo Comando Antifascista (CCA), formado por alguns ex-membros dos Skinheads Ceará.

Parece-nos que o ponto de partida para o rompimento desses ex-integrantes foi a negação do ingresso de um novo membro, amigo de alguns desses que formariam o futuro CCA. Essa pessoa, que estava passando pelo processo para ser aceito nos Skinheads Ceará, foi visto em pelo menos duas ocasiões diferentes cometendo ações machistas, abordando de forma truculenta garotas em festas, além de compartilhar material machista em redes sociais. Apesar de nos parecer claro que suas atitudes não foram fatos isolados e que eram totalmente incompatíveis com o posicionamento do nosso coletivo, demos a ele o direito de se defender chamando-o para várias reuniões seguidas. Como ele não compareceu em nenhuma das reuniões e nem tentou se defender de forma alguma, preferindo cortar o contato conosco, decidimos por encerrar seu processo de ingresso no nosso coletivo, enviando-lhe uma mensagem afirmando que ele não poderia reivindicar de forma alguma o coletivo SHCE.

Durante o transcorrer de todos esses acontecimentos, os futuros membros fundadores do CCA nunca criticaram essa decisão, nem tiveram coragem de propor qualquer outra medida em relação aos fatos. Pelo contrário, continuaram participando das reuniões como se nada tivesse ocorrido. Somente muito tempo depois descobrimos que eles estavam na verdade se reunindo sigilosamente não só para articular seu novo coletivo, mas também para articular a implosão do SHCE, alimentados por outras “picuinhas” pessoais. Dessa forma, todos os novos contatos que iam se aproximando dos SHCE através dos nossos eventos, encontros e mídias, eram sempre abordados paralelamente por esse novo grupo secreto e eram prontamente submetidos a uma avalanche de calúnias acerca de cada um dos membros do SHCE pelas costas, sem nunca ter a coragem de falar abertamente na frente de todos.

Não é de se estranhar que, quando finalmente tiveram a coragem de vir à tona e se apresentar como Coletivo Comando Antifascista, ainda assim não tiveram coragem de escrever nenhuma carta de rompimento ou denúncia aos Skinheads Ceará. Das duas uma: ou eles não têm absolutamente nenhuma crítica a nos fazer; ou suas críticas são infundadas e mentirosas, e por isso optaram por não fazer essas críticas de forma aberta para que nós não pudéssemos nos defender dessas calúnias.

Infelizmente, só podemos acreditar que a razão pela qual o CCA não teve coragem de escrever sua carta de rompimento foi a segunda opção, pois a todo momento recebemos novas informações de diversas fontes e contatos independentes de que os membros do CCA seguem a todo momento caluniando-nos por nossas costas.

Logo, ao contrário do CCA, nós do SHCE somos capazes de elaborar críticas fundamentadas em nossa realidade e expô-las para o debate aberto e fraterno. Afirmamos abertamente que:

1. O CCA é um coletivo amorfo, sem personalidade ou identidade própria, que vem recrutando pessoas que até pouco tempo atrás não suportavam um ao outro. Baseiam-se em uma minúscula e genérica carta de princípios que na prática não diz quase nada, de tal forma que nos parece que o verdadeiro cimento que os une é o rancor contra os SHCE.

2. Como o CCA é incapaz de realizar críticas factíveis contra nós, eles se baseiam na calúnia e difamação contra o coletivo SHCE ou contra membros específicos dos SHCE, de modo a não nos permitir o direito de resposta. Esse é o motivo deles não terem elaborado até este momento uma carta de rompimento/denuncia.

3. Com o intuito de crescer a qualquer custo, o CCA vem sacrificando a qualidade em troca da quantidade, jogando no lixo até mesmo sua minúscula carta de princípios. Dessa forma, seus membros não cansam de “passar a mão na cabeça” de pessoas que vem repetidamente cometendo ações machistas, patriarcais, e de violência gratuita em diversas ocasiões.

Portanto, queremos alertar todos os companheiros antifascistas acerca desse novo grupo. Não há motivos para pensarmos que eles sejam um novo grupo fascista a ponto de merecerem ser combatidos com a violência, de forma alguma. Contudo, seus métodos de ação e propaganda são extremamente questionáveis de tal modo que não podemos ter nenhuma confiança nesse grupo para ações conjuntas e da mesma forma não podemos legitimá-los dentro da cena antifa. Permaneceremos com o “pé atrás” até que eles provem que são dignos de confiança.

E por fim, mais uma vez deixamos claro que não temos medo do debate e estamos pronto para defender, explicar e, se necessário, fazer a autocrítica acerca de qualquer uma de nossas ações ao longo desses 10 anos de nossa história de antifascismo militante construídos por poucos, mas honestos e valorosos membros dos Skinheads Ceará.

Fortaleza, 08 de outubro de 2013.
Skinheads Ceará
skinheadsceara@gmail.com

21 de set de 2013

PAVLO FYSSAS PRESENTE! NEM PERDÃO, NEM ESQUECIMENTO(///)


Na noite de segunda foi assassinado no bairro operário de Keratsini, na zona do Pireo (Atenas), Pavlos Fyssas, cantor de hip-hop de 34 anos conhecido popularmente como Killah P, cujas letras tinham um marcado caráter antifascista. Na versão policial dava conta de uma briga na saída de um bar no início de uma partida da Liga dos Campeões entre Olympiacos e Paris Saint-Germain. O porta voz de Antarsya(Frente de organizações de esquerda grega) negou esta versão e denunciou que se tratou de um ataque planejado. Entre 15 e 40 pessoas, identificados como militantes de Aurora Dourada, partido que conta com uma representação parlamentar na Grécia de 18 deputados, esperavam Fyssas na saída do bar. Ao tentar escapar, um carro lhe fechou ao passo que dele saiu um homem que lhe acertou três punhaladas, duas no coração e uma no estômago. Fyssas foi levado ao hospital com vida e morreria horas depois. Na manhã seguinte era detido Giorgos Roupakias, de 45 anos, que confessava tanto o assassinato como a natureza política de seu ato.

Traduzido e adaptado a partir de texto de Redskinheads Bogotá.

18 de set de 2013

Skinheads Ceará! Oi! Pela Unidade Punk & Skin!

Oi! Droogs,
vídeo a partir de atividade visando reutilizar positivamente as pichações dos anarkopunx contra a união punk & skin, além de propagar o Outubro Oi! 2013.
Música Oi! Pela unidade Punk & Skin!

10 de set de 2013

OUTUBRO OI! 2013



Curta a página oficial do evento e receba nossas atualizações: https://www.facebook.com/events/581255198604707/

Com apresentações de:
+ Modos Rudes (CE)
+ Working Class Kids (CE)
+ Schindlers (MG)
+ Subversivos (PE)
+ Mao (Ex-vocal da Garotos Podres - SP)

No Mocó Stúdio, dia 19 de Outubro de 2013, a partir das 22h, só R$15,00.

Curta e compartilhe!!!

7 de set de 2013

POR UMA VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL!

Grito dos Excluídos de Fortaleza, 2006. 

Sete de setembro é comemorado como o dia da independência do nosso país em relação à Portugal. Mas na verdade o nosso país é qualquer coisa, menos independente. Não somos mais colônia de Portugal. Somos a bem da verdade e cada vez mais, colonizados por grandes corporações econômicas nacionais e estrangeira. Principalmente estrangeiras, a começar pelo capital financeiro. O Brasil pagou, nos últimos 10 anos, mais de 6 trilhões de reais da chamada dívida pública (externa e interna). E esta dívida, que estava na casa dos 900 bilhões de reais, 10 anos atrás, saltou para 2,5 trilhões. O povo brasileiro trabalha para mandar dinheiro para os grandes bancos nacionais e estrangeiros. Isso é ou não é uma coisa parecida com o que acontecia quando Portugal levava para a Europa o ouro extraído em nossas terras? Nosso patrimônio segue sendo entregue a estes grandes grupos econômicos, estrangeiros principalmente, para aumentar o lucro deles, enquanto o povo está cada vez mais pobre. Agora mesmo em outubro, vai ter o leilão de reservas de petróleo do pré-sal. Um patrimônio avaliado em 3 trilhões pode ser "vendido" por 15 bilhões de reais... E mesmo os governos que temos hoje se parecem cada vez mais com os governo nomeados pela Metrópole na época da colônia. Hoje nós elegemos o governo do país. Mas ele é cada vez mais capacho é destas corporações econômicos. Ou não é o governo do PT, da presidenta Dilma Rousseff que está dando continuidade à entrega do país que era promovida por FHC e, depois por Lula, seja no pagamento da dívida pública, seja na privatização e entrega do nosso patrimônio ao setor privado? Ainda temos muita luta pela frente para que conquistemos uma verdadeira independência para o nosso país, e para que seu povo seja, de fato, soberano do país em que vive.

Texto de Zé Maria de Almeida (É metalúrgico, Presidente Nacional do PSTU, da Executiva Nacional da Central Sindical e Popular Conlutas e atua no movimento operário desde os anos 70)

6 de set de 2013

Esclarecimento sobre imagens e símbolos nazis!

Muitos conhecem esta famosa foto, ainda assim estamos cansados de ver as pessoas a utilizarem para seus adesivos ou até mesmo a capa de álbum (ou seja .. Doubling Boys ...) sem dar informações sobre ela, isto é, o que simboliza. Se em vez de apenas postarem fotos de pessoas usando botas e procurassem as fontes saberiam que esta foto pertence a um membro da Anti-Imigração, organizada pelo National Front(Frente Nacional- partido fascista inglês) da década de 80. Diga-se que nesta posição está representando o "odal", assim esse bonehead bastardo faz uma referência ao nazismo. Por favor, desconfiem de posturas estranhas em fotos em "preto e branco", sem ter informações sobre sua origem. Se criar álbuns com fotos antigas de skins apolíticos é doloroso, imagine com nazistas originários do N.F.
Símbolo: Runa Odal: É o símbolo de uma religião pagã chamada Odinismo. Nem a religião nem o símbolo é racista, mas ambos foram cooptados por certos sectores da extrema direita. É uma letra do alfabeto rúnico, usado pelos antigos povos germânicos e representa o som "O". Originalmente como dito, nada tem a ver com o nazismo, mas como foi usada como símbolo de uma divisão SS, passou a ser usada pelos neonazis. Conforme definição no blog da Seção São Paulo do RASH em: http://rash-sp.blogspot.com.br/2011/01/simbolos-de-racistas-denuncie.html

Tradução e adaptação de texto do da Seção Nafarroa(EUSKADI) do R.A.S.H.

3 de set de 2013

JOHNI VIVE!

JOHNI VIVE! SEM PERDÃO NEM ESQUECIMENTO! 2 ANOS SEM VOCÊ, 2 ANOS COM VOCÊ! Em breve divulgaremos o vídeo em sua homenagem camarada, como fizemos (junto com nossxs aliadxs) no ano passado: http://rashsp.noblogs.org/post/2012/09/03/johni-vive/

25 de ago de 2013

Tudo confirmado para 9ª edição do Outubro Oi!

O Outubro Oi! é uma das principais GIG's que envolve a temática SKINHEAD, no Brasil. Nesse ano teremos sua 9º edição. Buscando ser fiel aos distintos elementos dessa subcultura, traremos ao palco do Mocó Studio, as bandas: MODOS RUDES (CE), Working CLASS Kids (CE), Shindlers (MG), Subversivos (PE), além da ilustre participação de....MAO , ex vocalista dos Garotos Podres, veterano da cena Oi!-SKINHEAD mundial, que subirá ao palco pra tocar uma set inteira só de músicas da extinta GAROTOS PODRES, tendo a subversivos como banda de acompanhamento. Direto de SP, pra 9º edição do Outubro Oi!. Além das tradicionais discotecagens de ska, skinhead reggay, Oi!, Rocksteady, banca de materiais (camisas, botton's, patches, cd's, zines etc) e cerveja gelada à venda. Outubro Oi!, é dia 19 no MOCÓ STUDIO, na P. I., SEM ERRO!

10 de ago de 2013

Ensaio Aberto!

Preparativos para o Outubro Oi! Ensaio Aberto com as bandas: +Working Class Kids +Modos rudes Próximo domingo, 18/8, a partir das 13h.

30 de jul de 2013

Pequena atualização do pré-cartaz! Breve mais informações!

10 anos de atuação de Skinheads Antifascistas no Ceará!

Longa vida aos Skinheads Antifascistas do Ceará!

19 de jul de 2013

Vem aí o Outubro Oi! 2013

19/10/13 terá OUTUBRO OI! + Modos Rudes (CE) + Working Class Kids (CE) + Subversivos (PE) + Mao (SP - Vocal da antiga Garotos Podres) +Schindlers (MG). Estamos em permanente construção p/ o melhor evento da cidade! Breve atualizações e novidades!

17 de jul de 2013

08 anos sem Laurel Aitken!

Oi! Fellas, Aos 17 de julho de 2005, 08 anos atrás perdíamos uma de nossas maiores estrelas, Laurel Lorenzo Aitken, nosso eterno Laurel Aitken, também conhecido como "The Godfather of Ska" (O Padrinho do Ska), cubano radicado na Jamaica, que cantou desde boleros, calypsos, rumba, chegando ao ska, rocksteady e skinhead reggae, onde conseguiu tocar os corações e mentes de rude boys, mods e skinheads, aos quais dedicou inúmeras de suas canções como "rude boy dream", e o hino "skinhead", uma injeção de ânimo numa turma de moleques desacreditados, e demonstrando a verdadeira origem do movimento, afinal o que levaria um homem negro a de dedicar canções a pessoas racistas? O próprio Laurel afirmava: "Eu sou um skinhead negro e tenho orgulho disso!" Faleceu na Inglaterra, onde viveu os últimos anos de sua vida como produtor de reggae. Só nos resta agradecer ao grande mestre por tudo que fez por nossa cultura e movimento, na certeza de que estará sempre vivo em nossas mentes e sua boa música ecoa em nossas cabeças! Para ti, querido Laurel Aitken tiramos nossos chapéus e nossos lenços do bolso! Continue rude! Continue rebelde!

9 de jul de 2013

RASH Fortaleza & Região Metropolitana: 10 anos!

Podemos nos orgulhar, hoje, 06 de julho, comemoram-se 10 anos de fundação de nossa humilde Seção do Red & Anarchist SkinHeads(SkinHeads Vermelhos/Comunistas & Anarquistas) em Fortaleza e posterior extensão na Região Metropolitana de Fortaleza, Ceará-Brasil! Braço político, mão de ferro///

8 de jun de 2013

Clément Méric, assassinado por fascistas em Paris!


DO CEARÁ A PARIS, NOSSA SOLIDARIEDADE ANTIFASCISTA! NEM ESQUECEMOS, NEM PERDOAMOS! Quarta-feira passada, 05 de junho, o jovem Clément Méric foi assassinado por um grupo de três fascistas em Paris-França. Clément era um jovem de apenas 18 anos, militante de um agremiação estudantil. Mais uma vez os fascistas assassinam a sangue frio um jovem militante político. Uma vez mais, os meios de comunicação jogam a desinformação e a confusão. Uma vez mais, os políticos burgueses mostram hipócritas condolências. Desgraçadamente, esta trágica história já conhecemos bem. Clément é um de tantos jovens assassinados por fascistas, uma incessante sangria alimentada pelas estruturas de um sistema capitalista em decomposição regado com o sangue de uma juventude que não está disposta a tolerar passivamente um sistema injusto baseado na exploração e submissão. Desde Ceará, queremos dar nossos pêsames aos companheiros e companheiras de Paris, mas devemos demonstrar que os antifascistas não são ovelhas esperando nossa hora para entrar no matadouro. É tarefa da juventude antifascista e revolucionária não perder nem um minuto em organizar a dura luta que nos espera. Cremos que o Movimento Antifascista terá muito que dizer nos anos vindouros, por isso atendemos ao chamado da Coordinadora Antifascista de Madrid atendendo ao chamado à unidade e a luta, dois princípios inquebrantáveis para nós e que nos darão a chave da vitória final, até alcançar um mundo sem opressores nem oprimidos, um mundo baseado nas relações justas, livres e igualitárias. POR TODAS AS VÍTIMAS DO FASCISMO NEM UM MINUTO DE SILÊNCIO, TODA UMA VIDA DE COMBATE! NÃO PASSARÃO! * Traduzido e adaptado a partir de texto da Coordenadora Antifascista de Madrid.

31 de mai de 2013

Redskins Ceará: 10 Anos de Orgulho de Classe!

Hoje, 31 de maio, comemoram-se 10 anos do surgimento de Redskins Ceará, grupo de skinheads militantes que deram origem aos primeiros agrupamentos skinheads a partir da capital cearense.
Histórico
O Redskinhead ou Redskin é uma corrente formada por skinheads que militam em organizações políticas da esquerda revolucionária, de orientação socialista ou comunista, dentro do movimento skinhead, que teve origem na banda de power soul inglesa The Redskins, composta por militantes do Socialist Workers Party-SWP(Partido Socialista dos Trabalhadores, de orientação trotskysta) e seus seguidores skinheads no início dos anos 80 na portuária cidade de Leeds, Inglaterra. Muito se diz, principalmente pelos ditos apolíticos fazendo coro com a escória nazi e facho, que The Redskins era um braço do SWP para cooptar o movimento skinhead, quando na verdade os membros da banda tinham o skinhead apenas como modo de vida (e como tal não podiam abdicar de suas convicções políticas no movimento) e que só houve uma intervenção do Partido a partir do momento em que os boneheads- estes sim eram infiltrações de partidos fascistas como o British Movement-BM, National Front-NF e British National Party-BNP- passaram a agredir os músicos e o público que frequentava as gigs da banda. Assim tornou-se o primeiro movimento a combater corajosa e convictamente a infiltração nazifascista no movimento skinhead, combatendo física , política e culturalmente, tendo como expressão a Anti Nazi League, para fazer frente a Blood & Honour, ligada as bandas White Powers-WP(Poder Branco), capitaneada pelos nazistas da Skrewdriver.
Estas notícias correram a cena europeia, de modo que chegaram a França, na época empestada de fachos e nazis. Para combater esta escória surgiram os primeiros redskins franceses, os Red Warriors, caçadores de fachos parisienses, em sua maioria militantes do Partido Comunista Francês-PCF, haja vista fazerem a segurança de seus comícios. Os Red Warriors serviram de referência para o surgimento de outros grupos noutras cidades francesas como os Lenine Killers, Red Ants, Red Action Skinhead, Ducky Boys, Massilia Red Army, enfim.
A partir da fronteira com a França, via País Basco (Euskadi- território anexado pelo Estado Español) surgiram os primeiros redskins na Espanha tendo como expressão a banda Kortatu, que tinha clara referência sonora e política na banda The Redskins- basta ouvir a música “Etxerat”, estes por sua vez eram militantes do Batasuna (Partido Comunista Basco, posto na ilegalidade acusado de terrorismo, assim como o E.T.A.)ligados a “Esquerda Abertzale”, um setor que defende a libertação da Pátria Basca e construção do socialismo mediante a palavra de ordem “Euskadi eta Socialismoa”. A partir daí surgiram grupos redskins em toda parte do globo.
Redskins no Ceará
Em 2003 um grupo de militantes da então juventude do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado-PSTU, de orientação trotskysta, com referência no punk e underground tomam conhecimento da banda The Redskins e esta foi a senha para o descobrimento do movimento skinhead de conjunto, sua história e referência na classe operária tal como os ideais pelos quais militavam cotidianamente, ao passo que a identificação foi imediata. Em seguida, descobriram-se as bandas nacionais, dentre as quais Garotos Podres onde em entrevistas publicadas na web descobriu-se que Mao do Garotos e Clemente do Inocentes haviam militado na Convergência Socialista-CS(Corrente expulsa do PT e principal organização a dar origem ao PSTU em 1994.), fazendo com que ganhassem mais convicção de que estavam na trilha correta.
A partir do momento que passam a se identificar como redskins, pouco mais de um mês depois ocorreu uma gig com Garotos Podres, pela 1ª vez em Fortaleza, onde por ocasião do enfrentamento com os Carecas, estes mesmos redskins dão origem ao RASH Fortaleza com objetivo de ampliar os contatos nacionais e internacionais, além de dar abertura aos camaradas anarkoskins, construindo os alicerces do movimento skinhead no Ceará.
Balanço
Como militantes político-culturais que somos, é parte de nossa tradição marxista, fazer balanços para identificar no que acertamos e erramos de forma a definir nossas tarefas futuras.
Nestes 10 anos, o aspecto mais positivo de Redskins Ceará foi ter dotado os agrupamentos originários de nosso grupo das tradições e métodos do movimento operário, adotando princípios claros com referência nas organizações revolucionárias dos trabalhadores, tais como o antimachismo, antiracismo, anti-homofobia, anti-xenofobia, anticapitalismo, pela tomada do poder pelo proletariado com a revolução socialista mundial, assim formando a coluna vertebral do movimento skinhead no Ceará, fator determinante para estarmos contando a história, pois neste período vimos vários grupos e indivíduos surgirem e desaparecerem e no pior dos casos, degenerarem-se cedendo aos nazis e fachos.
Contudo, refletindo a situação político-econômica mundial(isso é o que rege todas as relações no capitalismo), conjuntura brasileira e local, com várias contradições entre si, mas que fazem parte do sistema capitalista (lei do movimento desigual e combinado) nós fomos afetados politicamente, ao passo que alguns camaradas se afastaram da militância partidária pois, considerando que o capital quer nos ganhar para sua ideologia, o Partido(revolucionário) funciona como um “anticorpo” contra a alienação, os vícios, a cooptação, o sectarismo, o oportunismo, a desmoralização imposta pelo capitalismo, cobrando a disciplina, coerência nos princípios, apoiado na mais ampla democracia operária. Diga-se que isso não é apenas uma justificativa nossa, isso é característico do capitalismo na sua fase imperialista, basta ver os exemplos de burocratização de várias organizações tradicionais e degeneração moral, corrupção de figuras históricas do PT, PCdoB, instituições burguesas conservadoras afundadas em crises morais como a Igreja Católica, sem falar da desmoralização de alguns indivíduos ligados ao movimento skinhead. Todos estes elementos geraram um relaxamento na disputa político-ideológica, contribuindo para o surgimento de vicissitudes, incoerência na defesa dos princípios, sectarismo, questões de moral e conduta, dentro de nosso agrupamento.
Como parte e principais responsáveis pelo destino dos agrupamentos skinheads que originamos, reafirmamos nossa firmeza nos princípios, nossa crença nos valores, moral e na revolução proletária!
Concluímos assim que estes 10 anos de caminhada são vitoriosos e que estamos preparados pros embates futuros, pois nossos anticorpos estão ativos e extirparão estes males de nosso organismo, nossa coluna vertebral continua firme e nossas pernas prontas pra caminhar a passos largos!

“Eu vi a célula mãe se multiplicar, eu vejo o câncer querendo se instalar. Nas artérias tem o sangue da indignação, Redskins Ceará, QG da revolução!”

23 de mai de 2013

Nota de esclarecimento sobre os Garotos Podres



Os Garotos Podres - uma das maiores bandas de punk/oi! brasileiras e uma das grandes inspirações dos Skinheads Ceará - está passando por uma batalha judicial. Para informar melhor os leitores deste blog, reproduzimos na íntegra a nota de esclarecimento sobre os Garotos Podres feita pelo então vocalista Mao:

"Diante de recente matéria publicada no site Whiplash.net, intitulada: “Garotos Podres: sem Mao, com nova formação e novo nome”, me vejo na obrigação de vir novamente a público no intuito de restabelecer a verdade dos fatos.

I - Em nenhum momento saí dos Garotos Podres. O que realmente aconteceu foi algo muito diferente. Os senhores Michel Stamatopoulos (OAB 2878/Acre) e Leandro Ciorra Ferreira simplesmente tentaram (e ainda estão tentando) se apossar da banda. Felizmente, já sabendo da ilibada reputação destes senhores, providenciei o devido registro do nome da banda junto ao INPI ainda em meados do ano passado. Este fato frustrou a tentativa do Sr. Michel Stamatopoulos (OAB 2878/Acre) em registrar o nome da banda em “seu nome”, tentativa que ele tentou realizar em março de 2013.

II – Nós dos Garotos Podres nos pautamos sempre dentro de alguns princípios básicos. Nunca defendemos a “Ditadura Militar” e jamais defendemos políticos de extrema-direita (como, por exemplo, o Dep. Marco Feliciano). O fato do senhor Michel Stamatopoulos (OAB 2878/Acre) recentemente passar a defender publicamente a Ditadura e a este deputado, constitui-se, a nosso ver, numa vergonhosa e descarada deserção de consciência, incompatível com o espírito dos Garotos Podres.

III – O senhor Michel Stamatopoulos (OAB 2878/Acre) não é, nem nunca foi “porta-voz” de nada, e muito menos “porta-voz” dos Garotos Podres. Trata-se apenas de um cidadão que, acometido de um oportunismo desenfreado, está pretendendo se apossar do legado histórico dos Garotos Podres (legado histórico do qual ele contribuiu muito pouco), montando uma nova banda e tentando se passar como “continuidade” dos Garotos Podres.

IV – Sou autor de quase 90% das letras e compositor de cerca de 50% das músicas dos Garotos Podres. O mais irônico de tudo isto é que estes senhores, que tentam posar como “continuidade dos Garotos Podres” muito pouco fizeram. O senhor Leandro Ciorra Ferreira não compôs uma única música ou letra em 14 anos que esteve na banda, e o senhor Michel Stamatopoulos (OAB 2878/Acre) foi coautor de apenas ½ letra (“Eu não sei o que quero”.) em 28 anos na banda.

V – O que realmente está acontecendo é que a banda “rachou” devido à inadequada postura de dois de seus integrantes (Michel e Leandro). Ao que parece, os senhores Michel e Leandro começarão uma NOVA BANDA, enquanto eu o Kaká Saffiotti iniciaremos um novo projeto. Conforme podem observar na documentação que estou disponibilizando em minha página, nenhumas destas NOVAS BANDAS poderão usar o nome “Garotos Podres” enquanto não se resolverem as questões de natureza administrativa ou judicial junto ao INPI.

VI – Em resumo: a banda anunciada no site whiplash não é os Garotos Podres, e nem mesmo a sua continuidade. Querer transformar esta banda numa pretensa “continuidade” dos Garotos Podres, equivale a uma tentativa de “golpe na praça”.

Mao"


13 de abr de 2013

Campanha pela Música Oi!

Ultimamente tem sido feita uma campanha contra a música Oi! de forma caluniosa, reproduzindo e atribuindo a música Oi! a infame pecha de "música para nazi", o que não corresponde a verdade. O Oi! é um ramo do punk rock que não se rendeu a moda, manteve o espírito de 77, podendo ser classificada como "a junção da rebeldia social punk e do radicalismo antibuguês skinhead". O Oi! é antinazi, e os nazis criaram uma "etiqueta" para classificar seu latido, o que chamam de RAC(Rock Against Comunism), portanto afirmar que o Oi! é música de nazi é uma calúnia contra o autêntico som das ruas, feito por jovens da classe, bandas da classe operária, para jovens da classe operária! Como diz a música da SHAM 69: "IF THE KIDS ARE UNITED THEN WE'LL NEVER BE DIVIDED"(Se os moleques estão unidos então nunca serão divididos).


6 de abr de 2013

Fora Feliciano, racista e homofóbico, da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados!

18 de mar de 2013

Nazis assassinam Antifa em Curitiba!

Na madrugada de sábado para domingo foi assassinado em Curitiba, a golpes de faca, por neonazistas o cmda. Lagarto, punk antifascista de larga atuação na Antifas do Paraná e reconhecidamente em toda Região Sul e Sudeste, o que o transformou num alvo pra escória nazifascista.
Que a morte do camarada Lagarto não fique impune, é necessário a unidade de todos os antifascistas do Paraná, do Sul e Sudeste para expulsar e esmagar a escória nazi! A farra destes borrabotas na rua tem que acabar, lancemos uma ofensiva da Ação Antifascista!
Desde já, nossas condolências e solidariedade aos camaradas Antifas, colegas, amigos e familiares de Lagarto, em nome da Antifas Ceará!

NEM PERDOAMOS, NEM ESQUECEMOS! LAGARTO PRESENTE! 

26 de fev de 2013

Agora estamos também no Facebook

Com o objetivo de divulgarmos nossas ações também nas redes sociais, os Skinheads Ceará criaram agora uma página no Facebook.

O endereço é: http://www.facebook.com/pages/Skinheads-Cear%C3%A1/130558760454561?fref=ts .



Curta nossa página e fique recebendo as atualizações sobre eventos, manifestações, gigs, fotos e textos do nosso coletivo.